Acupuntura
Tratamentos de Câncer de Pele
“ ... enfatizo a importância da proteção solar diária e auto-exame da pele para detecção precoce de qualquer alteração a fim de objetivar cura próxima de 99%.”
Após o término do verão, é comum as pessoas notarem algumas mudanças na pele como o surgimento de “pintas” novas ou alteração no aspecto de algumas já existentes. Ocasionalmente, nota-se a presença de uma lesão tipo “espinha” (geralmente na face ou tronco) acompanhada ou não de um leve sangramento e que não desaparece com o passar de várias semanas. Em todas as situações acima, faz-se um alerta para a possibilidade de lesão pré-maligna ou, eventualmente, câncer de pele. Diante dessa suspeita, após avaliação com médico especialista, é realizada uma biópsia cutânea sob anestesia local. Existem, basicamente, três tipos de tumores malignos da pele: carcinoma basocelular (CBC), carcinoma espinocelular (CEC) e melanoma (do mais freqüente ao mais raro ou, também, do menos grave ao mais agressivo). Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) de 2009, ocorreram, no Brasil, mais de 120 mil casos novos de câncer de pele, número que representa mais de um quarto de todos os cânceres. Quanto ao tratamento, o CBC e o CEC possuem diversas abordagens possíveis que dependem de vários fatores. No geral, são tratados através de cirurgia. Com relação ao temido melanoma, o tratamento é cirúrgico e, dependendo da profundidade da “pinta”, pode ser necessária também retirada de gânglios linfáticos, radioterapia e/ou quimioterapia. Com a evolução da medicina, os CBCs/CECs superficiais e restritos a epiderme já podem ser tratados de modo pouco invasivo, isto é, sem a necessidade de ter que “passar pelo bisturi”. A primeira alternativa, nesses casos, envolve um tratamento tópico através de um creme. Outra opção envolve um tratamento com luz (terapia fotodinâmica), no qual aplica-se um creme fotossensibilizante que capta a luz e provoca a destruição do tecido–alvo. Ambos os métodos, quando bem indicados, tem-se mostrado tão eficazes quanto os tradicionais, mas com melhores resultados estéticos. Um terceiro tipo, porém antigo, inclui a crioterapia, que trata o tumor através da aplicação de nitrogênio líquido na forma de spray. Apesar de útil, provoca bastante inflamação, além de cicatrizes bem evidentes. Com relação ao tratamento cirúrgico para CBCs e CECs, destaca-se a cirurgia micrográfica de Mohs, a qual apresenta os maiores índices de cura para câncer de pele, exceto melanoma. Atinge cura de 99% para CBCs primários. Tal sucesso se dá pela análise microscópica intra-operatória dos tecidos removidos e realização de um desenho localizando a extensão exata do tumor para sua completa retirada e preservando o máximo de tecido saudável. Ou seja, cura máxima e melhor resultado estético. Antes de finalizar, enfatizo a importância da proteção solar diária e auto-exame da pele para detecção precoce de qualquer alteração a fim de objetivar cura próxima de 99%.
Sobre o autor
 | Dr. Luiz GameiroCRM-SP 102.134
• Dermatologia e Cirurgia Dermatológica
• Título de especialista em Dermatologia pela SBD
• Especialização em Cirurgia Dermatológica pela
FMABC e Universidade de Sevilha – Espanha
• Ex-residente visitante da Universidade de
Nova Iorque (NYU) - EUA |
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