Edição Nº 024 - Abril 2010

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Fonoaudiologia

Dificuldades Escolares. Por quê? O que fazer?

A escola queixa-se do desempenho de seu filho, ele não presta atenção na aula e conversa muito, não copia ou faz as atividades, tem dificuldade para ler e/ou compreender, troca freqüentemente as letras e seus textos não fazem sentido... tenha calma, respire e comece a entender o que se passa pela “fantástica cabecinha de seu filho(a)”. Talvez você encontre a luz que a muito procura.
É difícil para a criança ter a obrigação de aprender a ler e escrever. É preciso experimentar para descobrir o que é certo. Mas para alguns errar é errado! Tentar e errar não são mais uma prática aconselhável. Nem mesmo observar e copiar. Ter insghts é mais genial!
Mas, se seu filho tem dislexia, déficit de atenção ou processamento auditivo alterado, vocês terão dificuldades reais na vida escolar e quanto antes ele for diagnosticado e tratado mais fácil será sua vida de adequação.
A dislexia é uma disfunção associada à questão genética do, mais freqüente em homens, e leva a uma inabilidade para aprender a decodificar, codificar e associar símbolos gráficos a sons e imagens. Apesar de não haver alterações cognitivas, auditivas ou de linguagem, há grande dificuldade para aprender a ler e escrever e muitos procuram o seu diagnóstico para garantir uma atenção diferenciada na escola.
O TDHA (Transtorno de Hiperatividade e Déficit de Atenção) é um transtorno neurológico, que deve ser tratado por neurologista através de medicamentos e terapia comportamental associada, para garantir que a criança tenha controle do quadro na idade escolar e assim permitir uma aprendizagem adequada.
Já o Processamento Auditivo Central (PAC) é mais comum por se tratar de um distúrbio funcional, adquirido por lesão neurológica leve (traumas cranianos), ou por alterações de vias aéreas crônicas na infância (refluxos, bronquites, renites, etc.) ou ainda por maus hábitos orais (aleitamento artificial prolongado). Essas causas alteram a percepção auditiva e dificultam o aprendizado de habilidades de atenção, discriminação e memória auditivas, tornando os sons da fala distorcidos e dificultando a compreensão da fala do professor na sala de aula ou a associação do som a letra, o que seu filho precisa para aprender a ler e escrever.
A Dislexia e o TDHA interferem no PAC e por isso os sintomas são associados. Já o PCA não desencadeia essas disfunções e a audioterapia elaborada a partir da avaliação criteriosa realizada por um fonoaudiólogo especialista em audição, permite o desenvolvimento das habilidades imaturas ou distorcidas, e a melhora do desempenho da criança na escola com pouco tempo de treino.

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